Experiências

Durante o II Encontro de Futebol e Cultura serão apresentadas inúmeras iniciativas de futebol colaborativo e solidário de diferentes regiões do país. O objetivo é apresentar a diversidade de experiências que buscam novas práticas no futebol brasileiro evidenciando que um novo futebol é possível. Confira todas as experiências que vão partilhar suas história durante o evento:

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Bota do Mundo
Campeonato de Peladas do Amazonas (Peladão)
Conselho Gestor Comunitário da Areninha Campo do América
Copa dos Refugiados
Diversificando o Futebol na Comunidade
Dribles Literários – Pindorama
Futebol de Cegos
PEI – Futebol de Rua
Paciência Viva
Futlama
GAMI – Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes
Jogos dos Povos Indígenas
Juventude Esporte Clube “O Ceguim”
Peladeiros de Praia
Premier Skill – Esporte Seguro
Projeto Cooperação
Projeto Ex-Atletas – Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Ceará
Rede Paulista de Futebol de Rua
Rede Sócio Esportiva de Inclusão Social
Rosa Negra Ação Direta e Futebol
Times das Criolas


 

card3Bota do Mundo
Novo Hamburgo – RS

A primeira “Bota do Mundo” aconteceu em Novo Hamburgo (RS), em 2013. A competição foi uma disputa de penâltis entre 16 crianças cadeirantes que, com o uso de uma bota especial, puderam chutar uma bola de futebol pela primeira vez na vida. O projeto nasceu da ideia de Alexandro Faleiros, que criou uma bota especial para seu filho cadeirante realizar o sonho de poder jogar bola. As botas especiais criadas por Alexandre permitem que um adulto e uma criança usem simultaneamente o mesmo calçado. A ação idealizada pela Smile Flame chegou a sua terceira edição em 2015 realizando o sonho de pequenos amantes do futebol. Durante o evento, jogadores profissionais e ex-atletas ajudaram as crianças nas disputas de penâltis, criando um ambiente lúdico que simula as grandes competições da modalidade.

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card19Campeonato de Peladas do Amazonas (Peladão)
Manaus – AM

Em um só final de semana são disputadas mais de 100 partidas com aproximadamente 600 times e mais de mil jogos. Com 43 anos de existência o “Peladão de Manaus” é o maior campeonato de futebol várzea do Brasil e do mundo. Durante seis meses de duração, mais de 20 mil pessoas estão diretamente envolvidas com o torneio, do total, 12 mil são jogadores e jogadoras. Com o passar do tempo e uma importância cultural e social cada vez maior, o torneio criou subdivisões para incluir diferente grupos no campeonato. Além da categoria principal, com jogadores de 16 a 39 anos, a competição divide-se nas modalidades: “Peladinho” (crianças); Indígena; Master e Futebol Feminino. Criada em 2005, a inclusão de times femininos, trouxe as mulheres, já presentes no concurso “Rainha do Peladão”, para dentro das quatro linhas.

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card20Conselho Gestor Comunitário da Areninha Campo do América
Fortaleza – CE

O Atleta Cidadão visa democratizar o acesso ao esporte e ao lazer por meio de aulas regulares nos equipamentos públicos culturais da cidade de Fortaleza. Atendendo crianças e adolescentes na faixa etária de 6 a 20 anos, o projeto é composto de 46 núcleos esportivos, sendo o da Areninha Campo do América um dos destaques, que também tem um Conselho Gestor Comunitário. Os conselhos gestores de políticas públicas são canais de participação popular pelos quais a cidadania deixa de ser apenas um ideal, mas uma realidade. A importância está no papel de fortalecimento da participação democrática da população na formulação e implementação de políticas públicas. O Conselho deve adotar medidas e apoiar iniciativas em favor do desenvolvimento da prática do esporte, lazer e atividades físicas, com o objetivo de garantir a saúde e o bem-estar do cidadão, observando o cumprimento dos princípios e normas legais.

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Copa dos Refugiadoscard10
São Páulo – SP

Organizada pelos próprios jogadores e organizações humanitárias, como a Cáritas, a Copa dos Refugiados teve sua primeira edição em agosto de 2014. Ao todo participaram mais de 200 jogadores, divididos em 16 países. Além de dar visibilidade à questão dos refugiados e dos jogos, há atividades culturais, ações de prevenção e combate à violência de gênero e AIDS. Entre as iniciativas fundamentais para os refugiados, destacam-se a orientação profissional e o conhecimento da língua. A disputa propõe o encontro entre diferentes culturas e tem como objetivo dar visibilidade à presença de pessoas que foram acolhidas no Brasil. Entre as nações representadas estão Paquistão, Serra Leoa, Mali, Congo, Costa do Marfim, Camarões, Nigéria, Guiné Bissau, Bolívia, Peru, Blangladesh, Haiti e Palestina.

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card12Diversificando o Futebol na Comunidade
São Paulo – SP

O projeto Diversificando o Futebol na Comunidade atende crianças de 7 a 10 anos na Zona Leste de São Paulo. Com o objetivo de ensinar fundamentos do futebol por meio de jogos educativos, o projeto desenvolve ações mensalmente para 346 alunos e alunas. Para a elaboração das atividades foram adaptados materiais pedagógicos. De maneira coletiva, as regras são construídas coletivamente, além disso, outros espaços de aprendizado são explorados. Os jogos praticados são: janken-pon (lê-se joquem pô) dos fundamentos, futpino, varal pênalti, futebol numerado, foge bola, jogo dos passes, fina chute 2, duplo chute passe e limpa campo. A prática busca sempre atingir objetivos macros como a criticidade, pró – atividade, levando em consideração em suas estratégias à base dos princípios de: inclusão, construção coletiva, autonomia, respeito à diversidade e educação integral.

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card1Dribles Literários – Pindorama
São Paulo – SP

Pindorama é a seleção brasileira de escritores, uma proposta de juntar futebol e literatura no mesmo campo. Há mais afinidades entre futebol e literatura do que possa parecer aos menos avisados. A literatura, como o futebol, também é uma caixinha de surpresas. É disso, aliás, que a literatura se sustenta, da capacidade de sempre surpreender o leitor. Em 2014, o Pindorama realizou uma série de jogos com escritores alemães num torneio denominado Dribles Literários. O projeto fomentou de maneira especial o intercâmbio entre o Brasil e Alemanha, já que uniu duas áreas importantes no cotidiano social e cultural de ambos os países. Entre as partidas eram feitas leituras de poemas e trechos das obras dos jogadores-escritores.

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Futebol de Cegos
Salvador – BA

Com experiência no acolhimento e formação de deficientes visuais, o ICB – Instituto de Cegos da Bahia tornou-se um dos principais centros de prática do “futebol de cinco” do país. A equipe baiana de Futebol de 5 é atualmente Hexa Campeã Brasileira (2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014), e conta no seu grupo com três jogadores na seleção nacional medalha de ouro na Paralimpíadas de Londres. A equipe baiana é a única representante do Brasil e tem em seu time Jefinho, eleito melhor jogador do mundo da categoria em 2010. Para além do sucesso competitivo, o Instituto aponta o aumento da autonomia e da confiança dos praticantes como alguns dos benefícios do jogo.

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PEI – Futebol de Rua
São Leopoldo – RS

Com ações voltadas ao atendimento da comunidade desde 1988, o Programa Esporte Integral (PEI) apoia crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos residentes no município de São Leopoldo, oferecendo atividades esportivas, recreativas e ligadas a percussão e a dança. É uma ação educativa vinculada ao Centro de Cidadania e Ação Social Unisinos. Entre as atividades desenvolvidas está o Futebol de Rua (Futbol Callejero), prática da modalidade usada como ferramenta de mobilização social. Além de trabalhar a questão prática do esporte, tática e técnica, a experiência se baseia em oficinas, seminários e palestras, por meio dos quais agregam outros valores ligados às questões sociais, políticas, proporcionando pelas regras que integram meninos e meninas de forma não competitiva.

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card4Paciência Viva
Salvador – BA

O interesse das crianças por futebol é usado como ponte para aproximar a preservação do meio ambiente e a consciência política com o cotidiano dos jovens que moram próximos da Praia Paciência, em Salvador. Nos 16 anos de projeto, a ONG Paciência Viva já atendeu mais de 400 jovens, aliando o treino de futebol com oficinas, aulas e debates sobre sustentabilidade e cidadania. Nestes espaços de formação são feitas palestras e discussões, ressaltando questões como respeito e responsabilidade, além disso há as oficinas que ensinam a separar lixo, fazer reciclagem e outras atitudes que ajudam a preservar a natureza. Além da preocupação social e ambiental, também há uma atenção para garantir o aproveitamento dos que demonstram maior interesse pelo futebol.

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Futlama
Macapá – AM

card7Antes não precisava nem de bola, pegava-se a aninga, uma planta encontrada na margem do Rio Amazonas, enrolava uma folha na outra, depois era só a maré do rio baixar e o futebol podia começar. O Futlama, nome do popular campeonato de pelada de Macapá, possui um cenário bem diferente dos campos tradicionais e praticamente oposto as modernas quadras de society. O Rio Amazonas margeia o campo, completamente “enlameado” e cheio de poças. Em geral os jogos ocorrem pela manhã porque é o momento que as águas do rio estão “mais baixas”.

Disputado por equipe de oito atletas, nas modalidades masculino e feminino, o Futlama segue a maioria das regras do futsal, com duas diferenças básicas: a bola é impermeabilizada, para não encher de água, e os escanteios podem ser cobrados com a mão. O campeonato oficial acontece entre Setembro e Dezembro. Na edição de 2014, 100 times se inscreveram, sendo 80 masculinos e 20 femininos.

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card14GAMI – Grupo Afirmativo de Mulheres Independentes
Natal – RN

Com mais de dez anos de atuação na periferia da cidade de Natal, a ONG GAMI tem como lema transformar a vida das mulheres lésbicas, jovens e adolescentes por meio do esporte, cultura, educação e lazer. Desde o início das atividades da entidade são oferecidos programas de futebol vinculado à luta social. Atuam na discussão do futebol praticado entre meninos, trazendo discussões de gênero e combate à violência. A metodologia também oferece, tanto para crianças como para as mulheres adultas, a prática do futebol e oficinas de formação política cidadã. Com temáticas diferenciadas que tratam do papel da mulher na sociedade e sua participação em todos os níveis, os espaços de formação exploram temas como gênero, sexualidade e raça, promovendo a transformação de vidas através do esporte e do engajamento.

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card17Jogos dos Povos Indígenas
Regiões Norte e Centro-Oeste

Organizado pelo Comitê Intertribal Indígena, com apoio do Ministério dos Esportes, os Jogos dos Povos Indígenas têm o seguinte mote: “O importante não é competir, e sim, celebrar”. A proposta é recente, já que a primeira edição dos jogos ocorreu em 1996, e tem como objetivo a integração das diferentes tribos, assim como o resgate e a celebração dessas culturas tradicionais. A edição dos Jogos de 2003, por exemplo, teve a participação de sessenta etnias, dentre elas os Kaiowá, Guarani, Bororo, Pataxó e Yanomami. A última edição ocorreu em 2009 e foi a décima vez em que o torneio foi realizado. A periodicidade dos Jogos é anual, com exceção dos anos 1997, 1998, 2006 e 2008 nos quais não houve torneios. O “futebol de branco” (onze contra onze) é uma das modalidades jogadas, tanto na categoria feminina como masculina; e também o Jikunahaty (cabeçabol), parecido com o futebol, mas jogado com a cabeça.

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card8Juventude Esporte Clube “O Ceguim”
Fortaleza – CE

Flávio Aurélio Silva, “O Ceguim”, perdeu a visão ao sofrer uma falta durante um jogo que levou ao descolamento da sua retina, o que ocasionou uma deficiência visual. A fatalidade, ocorrida há 26 anos, não diminuiu o envolvimento com o esporte. Flávio atuou como “faz tudo” do Juventude Esporte Clube por 15 anos, até que, depois da demissão de um técnico, a proximidade com os jogadores e a identificação com o clube fez com que ele acabasse sendo escolhido para o cargo. Hoje, ele é o único deficiente visual atuando como técnico na liga da Granja Lisboa e, nos 20 anos de existência da competição, se tornou o maior vencedor do torneio com os cinco títulos conquistados. Sem a visão o técnico se baseia na audição para orientar a equipe. Ele se posiciona na lateral de campo, do lado da defesa. Ouve o movimento da bola e dos jogadores, para tomar suas decisões e, quando acha que o juiz errou, não perdoa e questiona se o arbítrio enxerga menos que ele.

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Peladeiros de Praia
Maceió – AL

Conhecidos como Bate Turmas, este futebol rola nos finais de semana na orla da capital alagoana e mobiliza milhares de pessoas jogando em mais de 200 quadras de areia. A Praia da Avenida é o principal ponto de encontro dos adeptos dessa prática que já tem mais de 30 anos de tradição, convertendo-se num grande fenômeno cultural urbano. Todos os sábados a tarde e domingos pela manhã a orla da praia fica completamente tomada pelos Bate Turmas, com jogos de times organizados, campeonatos ou simplesmente chinelos e bola que fazem das praias de Maceió uma atração.

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Premier Skill – Esporte Seguro
Rio de Janeiro – RJ

card21Premier Skills é fruto de uma parceria internacional com a Premier League. O programa usa o futebol como ferramenta para criar oportunidades para jovens em 25 países. No Brasil, o projeto atua no Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba. O núcleo piloto do projeto foi implantado na comunidade Morro dos Prazeres, favela tida pelo Governo como pacificada na zona sul do Rio de Janeiro, onde são oferecidas sessões de futebol e prática cidadã para mais de 15 meninos e meninas, com idades entre 9 e 18 anos. Além de treinar os jovens, o projeto valoriza a integração do aprendizado, bem como aplicação de estratégias de resolução de conflitos com o local onde vivem. Além de treinarem futebol, os participantes são envolvidos em forças-tarefas para atender aos problemas da comunidade, como ações que estimulam a reciclagem de lixo e a recuperação de áreas degradadas.

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card13Projeto Cooperação
Florianópolis – SC

Com a proposta pedagógica da cooperação o projeto cria ambientes participativos em que a troca de vivências e experiências constroem diferentes cenários para além do futebol. Na prática isso acontece com a promoção de princípios, processos e práticas. A proposta é desenvolvida a partir de cinco eixos: Coopa Flas, Oficina de Co-criação, Evento Coopa, Caravana Coopa, Fórum Boas Práticas e Diários da Copa. Ao invés de só alguns jogarem, no colaborativo, todos/as podem participar do jogo. Se no formato tradicional joga-se uns contra os/as outros/as, no projeto joga-se com os/as outros/as. Aprende-se com as vitórias e derrotas, transformando o campo em espaço de encontro e não mais de confronto e competição. A diversão é compartilhada entre todos/as e não só pelos melhores, uma vez que o fundamental é cooperar. O propósito da iniciativa é inspirar a promoção da cidadania, cultura de paz, cooperação social e o bem comum por meio do esporte.

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card5Projeto Ex-Atletas – Sindicato dos Atletas de Futebol do Estado do Ceará
Fortaleza – CE

O Sindicato dos atletas de futebol do estado do Ceará (Safece) foi fundado com o apoio da Federação Nacional dos Atletas (FENAPAF), com o objetivo de fazer valer os direitos e interesses da classe, buscando orientar o atleta em sua atividade como trabalhador/a e cidadão/ã, atuando diretamente nesse processo de melhoria em sua formação atlética e intelectual. Por acreditar que o atleta deve ser valorizado mesmo quando encerra sua carreira, o projeto Ex-Atletas busca resgatar os jogadores que finalizaram seu trabalho no futebol. A ligação profunda de muitos profissionais com o esporte faz com que esse período de desligamento seja difícil. Para evitar danos como o envolvimento com drogas ou o surgimento de doenças psicológicas como a depressão, o Safece promove um encontro semanal com estes atletas. O objetivo é mantê-los ativos e integrá-los a sociedade, possibilitando atividades sociais como partidas solidárias, visitas as comunidades e jogos colaborativos.

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Rede Paulista de Futebol de Rua
São Paulo – SP

A Rede Paulista de Futebol de Rua nasceu em 2015 com o objetivo de difundir a metodologia do fútbol callejero, criado em 1990 na Argentina. Com times mistos, as partidas são divididas em três tempos: no primeiro momento, os(as) atletas definem quais são as regras da partida, com apoio de um/a mediador/a – nesta partida não há juízes/as. Se as duas equipes concordarem pode ser, por exemplo, proibido dar carrinho ou fazer gol sem todos os jogadores e jogadoras tocarem na bola. No segundo tempo, o jogo é jogado, com a diferença de que o gol não é mais o único objetivo da partida, as equipes precisam ser solidárias, cooperativas e ter respeito entre si. Por fim, no terceiro tempo, os times sentam – com os/as mediadores/as – para discutir como a partida ocorreu, se as regras forem observadas e se as jogadoras e jogadores se respeitaram. Só então define-se quem é o vencedor da partida.

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Rede Sócio Esportiva de Inclusão Social | Fortaleza – CE

A rede é um movimento de atletas, ex-atletas, apreciadores de diversas modalidades esportivas, e especialistas na área, que acreditam no esporte como meio de inclusão e transformação social. O papel da rede é identificar, acompanhar, monitorar e orientar grupos sócio-esportivos, em especial, nas comunidades mais vulneráveis, estimulando a prática de vida saudável e o acesso gratuito ao esporte.

 

 

 

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Rosa Negra Ação Direta e Futebol
São Paulo – SP

card15O time surgiu a partir do desejo de militantes políticos que queriam jogar futebol sem perder o engajamento de práticas autônomas e libertárias. A equipe foi formada em 2014 para disputar a Copa Rebelde, torneio que foi pensando como contraponto a organização do Copa do Mundo no Brasil. Entre os princípios fundamentais destacam-se: concepção de time misto, independente da orientação sexual ou identidade de gênero; horizontalidade; anti-capitalismo; apartidarismo; comprometimento político e social; busca pelas decisões por consenso. O Rosa Negra enxerga o futebol como ferramenta de comunicação e convivência entre as pessoas, capaz de desconstruir valores sociais, reproduzidos também no futebol, jogo amplamente difundido, praticado e de interesse popular. Uma das formas de ação direta se dá na escolha do local de jogo que pode ser um terreno baldio, a rua ou espaços como ocupações ou lugares destinados a especulação imobiliária.

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Times dacard11s Criolas
Salgueiro – PE

Meninas e mulheres da comunidade quilombola “Conceição das Crioulas” criaram em 2002 um time de futebol na área rural a 42 km da cidade de Salgueiro (PE). Formado por Vila Centro e Vila União o time atua no futebol de salão e campo. O quilombo foi criado por quatro mulheres negras escravizadas, que após conseguirem a liberdade se estabeleceram na região. O passado de resistência e luta por autonomia é uma inspiração na hora do jogo. Entre afazeres domésticos, o Time das Crioulas, marca presença no futebol é uma das marcas de representatividade e resistência da comunidade quilombola. O time das jogadoras mais novas conquistou por duas vezes o título de campeão dos Jogos Estaduais da Juventude. E mesmo sendo a primeira equipe quilombola a disputar a etapa nacional dos Jogos, chegaram ao vice-campeonato em 2013.

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