Futlama: O campo surge quando o Rio Amazonas recua

Antes não precisava nem de bola, pegava-se a aninga, uma planta encontrada na margem do Rio Amazonas, enrolava uma folha na outra, depois era só a maré do rio baixar e o futebol podia começar. O passado do Futlama, nome do popular campeonato de pelada de Macapá, é contado por Mário Frota, presidente da FAF (Federação Amapense de Futlama) que ajuda a organizar a prática.

O cenário é bem diferente dos campos tradicionais e praticamente oposto as modernas quadras de society. O Rio Amazonas margeia o campo, completamente “enlameado” e cheio de poças. Em geral os jogos ocorrem pela manhã porque é o momento da que as águas do rio estão “mais baixa”, conta Mário.

“No Futlama a gente une a alegria de jogar bola com um cenário muito bonito, em contato direto com a natureza. É muito legal, bastante divertido jogar bola na lama. Além de, quando é campeonato, valendo título, a competitividade e o nível das partidas é bem alto”, explica.

Disputado por equipe de oito atletas, nas modalidades masculino e feminino, o Futlama segue a maioria das regras do futsal, com duas diferenças básicas: a bola é impermeabilizada, para não encher de água, e os escanteios podem ser cobrados com a mão. O campeonato oficial da FAP acontece entre os meses Setembro e Dezembro. Na edição de 2014, 100 times se inscreveram, sendo 80 masculinos e 20 femininos.

Quem quer jogar só para divertir, Frota garante que jogar na lama rende lances engraçados e é ótimo passatempo. O melhor horário é de manhã, quando a maré está mais baixa, dividir os times e aproveitar o belo cenário com o Rio Amazonas no horizonte.

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